Por: Viviane Camargo
“Para criar uma marca precisa de pesquisa e tanto tempo assim?”
Esse tipo de questionamento é bastante frequente para quem trabalha com branding.
Em fase de maturidade no Brasil, o branding ainda é confundido com várias outras disciplinas, especialmente às ligadas à comunicação. Tem uma relação direta com o design, com a propaganda, com as mídias sociais, mas principalmente tem uma relação direta com o negócio.
Costumo explicar aos clientes que existem “dois brandings” que se misturam e se complementam: o branding do design e o branding de gestão.
O primeiro está ligado à personalidade da marca que o design deve concretizar. Ele traduz a cultura, valores, princípios e políticas de uma empresa. Pode ser em forma de identidade visual (o logotipo, embalagens, design do produto, entre outros), ou em forma de experiência (como ambiente de marca, por exemplo), para citar apenas duas atuações.
Já o branding de gestão é a forma com que a empresa deve gerenciar a marca. E marca é o fio condutor que une todas as funções do marketing, é a materialização de todos os esforços da empresa.
Por isso a necessidade de estudos aprofundados do comportamento do consumidor, de pesquisas com todos os stakeholders (públicos) para que desde o público interno até o consumidor final, passando pelos acionistas, equipe de vendas, distribuidores e compradores, construam e posicionem a marca de forma correta na sua mente.
Essa construção do posicionamento se dá pelas diversas interações que as pessoas têm com a marca: desde a comunicação de massa, passando pelo design, produtos, preços, distribuição, cultura interna, uniformes, só para citar algumas.
Para finalizar, quero exemplificar com uma marca extremamente jovem, mas que foi selecionada pela Advertising Age, através do report anual “The World’s Hottest Brands” como uma das 30 mais desejadas e inovadoras do planeta: a Azul Linhas Aéreas. Tem branding em tudo ali: dos aviões sem a (desconfortável) poltrona do meio, ao monitor individual com entretenimento para todas as idades, passando pelo surpreendente e moderno serviço de bordo e o descomplicado programa de fidelização, a marca carrega inovação na sua essência, deixando a concorrência ultrapassada. Segundo a publicação, o sucesso da Azul está ligado diretamente à força da sua marca que está refletida em todos os pontos de contato da empresa.
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Fonte: http://www.1pg.com.br/marca-nao-e-logomarca/
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